Terremotos e enchentes na tv. Eu sobrevivi.
E você também, que tá lendo isso. Ainda não entendo como uma afirmação dessas consegue ser óbvia e relativa ao mesmo tempo.
Enfim, não sei porquê, mas acho que faz bem pra mim (aqui jaz o Português) ver algumas desgraças na vida alheia. Pra não me auto-denominar cruel, direi que de preferência BEM alheia, mesmo.
Famílias desoladas, tendo como único recurso recorrer à mídia pra buscar justiça, ou ao menos tentar melhorar sua situação. A tv! Céus, que desesperador! Depender da grande mídia de massa! Como se eles tivessem o direito de evoluir de instrumento de comunicar notícias para manipuladores mentais e sem princípios!
Ok, vou ao que me incomoda logo, antes que acabe demonstrando (mais) nitidamente a minha inveja com relação à mídia. Ter o poder de manipular mais do que a Igreja Medieval ou a Globo é algo que anseio, confesso. Imagine o bem que faria aos outros ver o mundo sob o meu ponto de vista! Ou melhor, imagine o bem que me faria ter o controle! Mas, ah, não tenho nem a mim mesma sob controle...
Antes que eu rume (?) em algo totalmente aleatório, é hora de encarar os fatos: sou péssima. Uma vaca gorda e egoísta, que não sabe agregar um valor correto pra nada.
Somos educados assim. Morram (primeiro os chineses e os árabes, pra desafogar temporariamente a sociedade).
Não me comovo diretamente com a desgraça alheia, no primeiro momento, o do "impacto". Não me importa se uma menina que nem faz diferença na minha vida foi jogada da puta que pariu. Que bando de intrometidos! Deixem o CSI cuidar disso!
Mas aí, depois do impacto inicial, me vem a célebre pergunta, mais clichê do que gírias da novela das 9: e se fosse comigo?
E se a minha casa alagasse, tremesse, caísse ou o escambal? E se a minha (futura) filha (que, vamos frizar, se chamará Sarah) fosse morta brutalmente pelo cara que me comeu e deveria ter pelo menos um laço afetivo com ela?
Catástrofes alheias me fazem pensar.
A tv -pasme- me faz pensar (!).
Uma curta sensação de que preciso rever meus valores, aprendendo a priorizar o que/quem merece. Pode não dar tempo.
Uma curta sensação de que vale a pena repensar também na reciclagem da minha personalidade, em geral.
Uma curta, muito pequena mesmo, sensação de que preciso amar mais.
Ih, acabou o jornal.
O senso de humanidade também, amassado pela vaca gorda egoísta.
Beatles já morreu, antes eles do que eu!
E você também, que tá lendo isso. Ainda não entendo como uma afirmação dessas consegue ser óbvia e relativa ao mesmo tempo.
Enfim, não sei porquê, mas acho que faz bem pra mim (aqui jaz o Português) ver algumas desgraças na vida alheia. Pra não me auto-denominar cruel, direi que de preferência BEM alheia, mesmo.
Famílias desoladas, tendo como único recurso recorrer à mídia pra buscar justiça, ou ao menos tentar melhorar sua situação. A tv! Céus, que desesperador! Depender da grande mídia de massa! Como se eles tivessem o direito de evoluir de instrumento de comunicar notícias para manipuladores mentais e sem princípios!
Ok, vou ao que me incomoda logo, antes que acabe demonstrando (mais) nitidamente a minha inveja com relação à mídia. Ter o poder de manipular mais do que a Igreja Medieval ou a Globo é algo que anseio, confesso. Imagine o bem que faria aos outros ver o mundo sob o meu ponto de vista! Ou melhor, imagine o bem que me faria ter o controle! Mas, ah, não tenho nem a mim mesma sob controle...
Antes que eu rume (?) em algo totalmente aleatório, é hora de encarar os fatos: sou péssima. Uma vaca gorda e egoísta, que não sabe agregar um valor correto pra nada.
Somos educados assim. Morram (primeiro os chineses e os árabes, pra desafogar temporariamente a sociedade).
Não me comovo diretamente com a desgraça alheia, no primeiro momento, o do "impacto". Não me importa se uma menina que nem faz diferença na minha vida foi jogada da puta que pariu. Que bando de intrometidos! Deixem o CSI cuidar disso!
Mas aí, depois do impacto inicial, me vem a célebre pergunta, mais clichê do que gírias da novela das 9: e se fosse comigo?
E se a minha casa alagasse, tremesse, caísse ou o escambal? E se a minha (futura) filha (que, vamos frizar, se chamará Sarah) fosse morta brutalmente pelo cara que me comeu e deveria ter pelo menos um laço afetivo com ela?
Catástrofes alheias me fazem pensar.
A tv -pasme- me faz pensar (!).
Uma curta sensação de que preciso rever meus valores, aprendendo a priorizar o que/quem merece. Pode não dar tempo.
Uma curta sensação de que vale a pena repensar também na reciclagem da minha personalidade, em geral.
Uma curta, muito pequena mesmo, sensação de que preciso amar mais.
Ih, acabou o jornal.
O senso de humanidade também, amassado pela vaca gorda egoísta.
Beatles já morreu, antes eles do que eu!

4 comentários:
anna lispector <3
ótimo esse seu pensamento contraditório 'não me importo/se fosse comigo'
te amo
Eu acho que nós devemos ter uma visão crítica de tudo o que a mídia nos passa. Devemos ser céticos e prestar atenção nas palavras que são utilizadas pelo repórter. Distinguir o que é notícia do que é opinião. A notícia eu aproveito, a opinião cada um tem a sua. Eu realmente lamento pelas pessoas que estão lucrando por trás de todo esse bafafá que está sendo feito por causa do Caso Isabella. Há uma família toda passando por uma situação muito complicada, enquanto isso a mídia nos bombardeia com frases sensacionalistas. Todo dia, pode reparar, que notícias são realmente úteis? A maioria não passa de fofoca. A fulana que levou uma bala perdida, o ciclano que sonegou impostos, o beltrano que mantinha a própria família presa no porão. Nossa vida muda com essas notícias? Nós criamos uma nova visão das coisas? De jeito nenhum! A mídia está explorando ao máximo esse o caso da menina que foi jogada do prédio, porque as pessoas gostam de ver tragédia. Vai chegar uma hora que o caso vai estar desgastado, e aí o povo começará a esquecê-lo... Até surgir um novo caso, que vai ser comentado por todo mundo. É sempre assim. Essa banalização da violência. Acho interessante quando você diz "E quando acontece comigo?" Aí a coisa muda de figura, né! Pimenta nos olhos dos outros é colírio.......
annnnna!
eu sou exatamente assim: egocentricamente egocentrica. e fico com puta raiva do sensacionalismo da midia. pq nao nos dao apenas as noticias? hem? mas ai eu, depois de rogar praga pra td mudno, penso "e se fosse comigo? hm?
sei lá, acho q isso é mais normal do que nós imaginamos!
HUAHUHUAHUAHUAHUAHUAHUA
a frase final encerrou o texto em grande estilo!
eu huro q tento me abalar mais profundamente com as desgraças alheias, mas nem consigo!=/
meu pq vc ainda ñ escreve um livro?
huhuhu
tchau!
<3
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