Clementine Tangerine

De tanto escrever e apagar textos aleatórios achando que são limitados demais, não vou escrever sobre nada além de mim. Porque se o ser humano é complexo, eu sou muito mais. Essa afirmação pode ser imensamente clichê, mas lamento informar que é verdade.

Depois de pensar no meu dia, cheguei a uma conclusão - sou estranha, o que já não é uma surpresa porque ninguém que perde seu tempo digitando durante horas é realmente normal... e narcisista. Afinal, todos que nutrem um blog são realmente narcisistas, achando que pessoas devem se dar ao luxo de se preocupar com algo além delas mesmas e lerem textos sobre desconhecidos ou nem tanto assim. Aprendi sendo filha única a ser uma filha da puta mimada e insuportavelmente egoísta, sim. E não vou culpar meus pais por isso, porque não acho que esteja agindo errado, talvez.
Todos somos egocêntricos, egoístas e todos os sinônimos equivalentes. E viva o capitalismo -ou não-!

Mas acho que isso já não é novidade pra mim.
É pior, odeio admitir que descobri uma característica pessoal nova no dia de hoje: infelizmente, sou impulsiva, muito impulsiva.
E sim, escondido no mais íntimo de meu (literalmente) enorme ser, atrás da vergonha e do pseudo arrependimento de alguns atos superficiais feitos e maquiados com a frase de rodoviária "não me arrependo do que fiz, mas do que deixei de fazer", se encontra uma repulsa enorme pelas atitudes da Clementine. Sim, Clementine, a personagem da Kate Winslet no Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e tal.
Desde 2005, quando vi o filme que hoje em dia é mais rodado que puta de esquina, achei essa menina totalmente repugnante pelos seus atos egoístas, impulsivos e inconsequentes. E pela primeira vez, não foi pelo prazer em ser "do contra" e odiar protagonistas, como adorava fazer...

E de repente, me vejo agindo assim.
Viajando quando dá vontade, saindo pra lugares por instinto que depois se mostra falso, agindo sem pensar, falando mais do que costumo falar e expondo a minha opinião de maneira brutal, medo. Isso na maioria das vezes dá tão certo pra mim que acabo me esquecendo dos outros que levo junto. Logo, minha impulsão (?) leva a mais egoísmo. Logo, isso não tem sentido mas é bom escrever pra me motivar a fazer algo a respeito.

Sei que agir dessa maneira se tornou realmente bordão de filme americano adolescente, mas ser impulsiva é algo que repudio há anos e do nada isso virou contra mim.
Preciso dizer isso antes que minha sinceridade excessivamente alta nesse blog assuste alguém, fato.
Na verdade, preciso me tratar e parar de ouvir wizardrock e derivados. Tchau.


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mágramática

Não, não sei como se começa um blog.

Aliás, não sei como se começa nada. Tudo, pessoalmente, surge do meio e é deixado no meio.
Um problema meu desde que eu me lembre, então, desde sempre (?). Talvez seja por isso que crio o milésimo blog, na tentativa de enfim fazer algo dar certo...ou não.

Tenho que admitir que sou altamente influenciável com toda essa "onda" de se expressar sem pagar nada, sabe.
De repente, todos se vêem usando uma máquina que imita o cérebro humano e se sentem no direito de fazer uma confusão na minha cabeça, com uma sensação ilusória de liberdade de pensamento, de expressão! Minha vez de me confundir pra esclarecer, ou esclarecer pra me confundir, que seja.
Espero que a preguiça, mãe de todos os males, me permita exercitar minha capacidade de pensar aqui. Vamos ver, há.


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