preguiça

Ponto de interrogação, literalmente.
Eu não sei de onde tiro a mania de complicar todo mísero tipo de coisa.

No fim, acho que sou mais uma idiota que jamais consegue alcançar suas metas pessoais, não importa qual seja o grau de importância das mesmas.
E, ultimamente, ando tão desmotivada!
Pode ser a anemia me enchendo o saco, já que toda a minha família tem, ou até tpm e variantes, mas, sei lá...pessoas falando me dão sono e elas não fazem idéia do esforço interno que eu faço pra conseguir balbuciar alguma palavra. E eu nem preciso estar drogada pra isso.

Ando muito nostálgica. Comecei querendo fazer outro fotolog, mas aí fiquei vendo meus arquivos e não consigo, mesmo. O que pode ser simples pra uns, pra mim é O fim. Tem parte de mim naquilo. O que eu não mudei em toda a minha vida, foi mudando de uma vez a partir do início dele. É bem dramático deixá-lo de lado. Apesar de super tosco, não tenho vergonha de quem eu era, mas sim de quem eu tô me tornando.

E sei lá o que eu tô me tornando!

O ser humano vive em busca de metas, objetivos, algum motivo pra continuar existindo. Depois de alcançá-las, vão criando mais obstáculos pra tentar serem felizes e não percebem que não precisam desse círculo vicioso pra isso. Mas eu preciso. Ou ao menos acho que preciso.

Pode ser meio estranho, mas não tenho mais tanta fé nas minhas metas nutridas em anos, em vez de fortalecê-las. Quero ir embora daqui. Quero me formar em algo que eu goste de verdade, não só visando o dinheiro e alguma espécie de estabilidade. Quero adotar crianças e engordá-las pra deixá-las rosadas e saudáveis. Quero criar minhas próprias roupas. Quero ganhar dinheiro escrevendo.
E o que até 3 segundos atrás era nítido, de repente, se tornou tão banal e fútil! Cansei.

A preguiça que me assola é tão gigante que nem tenho vontade de continuar fazendo o que eu mais gosto, que é me expressar em letras bonitas da língua portuguesa.
Tão gigante que não consigo falar direito sem arrastar minhas cordas vocais.
Tão gigante que deixo de fazer coisas prazerosas pra me enfiar entre as cobertas nesse dia frio (ou relativamente frio, se considerarmos que me encontro nesta tórrida Cuiabá) e dormir.

É, só pode ser o frio. Preguiça até de demonstrar o quanto eu gosto do frio por me fazer desconsiderar tudo isso, esquecer e simplesmente ir me deitar.

Mas vai passar logo.
Me sinto uma máquina com defeito, que mal faz o que mandam. Mal programada e bizarra.
Uma laranja mecânica.


1 comentários:

Jessy disse...

eu ñ tenho vergonha de quem eu era ams sim do que eu fazia!


"Quero ir embora daqui. Quero me formar em algo que eu goste de verdade, não só visando o dinheiro e alguma espécie de estabilidade."
faço de suas as minhas palavras!
pq mudar o laranja mecanica?
=*